Essas 5 dicas simples vão deixar seu filho mais independente e seguro!

Desenvolver e estimular a autonomia das crianças é um passo importante na construção da independência, autoestima e autoconfiança, porém, nem sempre é uma tarefa fácil.

Para evitar as frustrações infantis, os pais têm a tendência natural de acolher e proteger seus filhos de maneira excessiva, sem perceber que estão os impedindo-os de desenvolver sua autonomia e crescer.

Quando há excesso de proteção e pouco estímulo, acabamos reforçando nas crianças sentimentos como inferioridade, falta de iniciativa, insegurança, medos e até frustração. Essas características podem contribuir para que as crianças de hoje se tornem adultos tímidos, inseguros e com dificuldades de inserção no meio social.

Por esse motivo devemos estimular, desde cedo, que as crianças se tornem independentes. Não estamos nos referindo a minimizar o afeto e os cuidados, mas sim dar espaço para o crescimento, para a experimentação, para as tentativas e para os erros.

Além disso, é importante se ter em mente que a independência se dá aos poucos, através de pequenos atos e em cada fase da infância. É no dia-a-dia que pais atentos dão pequenas responsabilidades para os filhos, os encorajam a tentar coisas novas e valorizam as conquistas.

Para você – pai e mãe – que também acredita que a independência é uma virtude que deve ser ensinada aos seus filhos desde pequenos, temos algumas dicas para estimular e desenvolver a autonomia.

1) Valorize e mostre respeito pelo esforço da criança

Vivemos na era da correria, do grande desejo de praticidade e agilidade para realizar nossos afazeres. Nesse emaranhado de tarefas acabamos interferindo diretamente nas ações da criança, na tentativa de ajudá-la a ser mais ágil e assertiva.

Quando bloqueamos seu processo de aprendizagem na tentativa de ajudá-la, nós demonstramos a ela que sozinha não consegue. É extremamente importante valorizar cada pequeno esforço do seu filho, pois, assim, ele aprende que pode continuar tentando sempre, criando cada vez mais coragem para novos desafios.
Portanto, ao invés de fazer tudo para eles, ensine-os a fazer. As crianças precisam aprender que para conseguir o que se quer, não basta pedir, é necessário agir também.

2) Deixe seu filho fazer escolhas

A experiência das escolhas permite que a criança aprenda e exercite sua tomada de decisões.
Incentive seu filho a expressar suas ideias! Demonstre que você acredita que ele é capaz de tomar boas decisões, isso o tornará mais seguro e aumentará sua autoconfiança.

Quanto às escolhas ainda na infância, falamos de coisas simples e opções previamente definidas pelos pais: roupas, alguns alimentos, lugar para o passeio… Sempre mantendo a atenção! Nem sempre as crianças conseguem distinguir o certo do errado. Então cabe aos adultos fazer um grupo de opções adequadas para que a criança escolha entre elas.
Mantenha sempre diálogo com ela, estimule-a a falar, pergunte a opinião e, principalmente, aguarde ela responder. Isso fará com que ele aprenda a se expressar em qualquer situação.

3) Ensine-a sobre responsabilidades

Quando crescemos e começamos a ver e vivenciar o mundo de outra maneira, nos damos conta de que a vida lá fora exige muito de nós. Precisamos manter uma postura dinâmica, capaz de se relacionar com diversas pessoas e situações. Portanto, incentive seu filho a relacionar-se com ambiente fora de casa, com segurança.

A responsabilidade é fundamental para adquirir independência! Não o prive de oportunidades que o façam crescer quanto à sua independência. Ao contrário, incentive!

Ir ao mercado, por exemplo (mesmo que seja na companhia de adultos), e sugerir que a criança vá até o caixa ou pegue objetos na prateleira são bons meios de exercitar sua autonomia. São pequenas oportunidades que exploram sua autonomia e autoconfiança em ambientes diferenciados.

4) Deixe-o participar das atividades de casa

Esse é um ótimo caminho para a criança dar início (com naturalidade) à sua independência.Pequenas ações como colocar a roupa suja no cesto, guardar os brinquedos ou retirar o prato da mesa ajudam seu filho a compreender que existem responsabilidades que, quanto mais cedo aprender, melhor será para ele.

                 Mas ajudar nas tarefas de casa não é uma proposta muito pesada para uma criança?

A resposta é não! Levando em conta a idade e maturidade da criança ela pode – e deve – participar das atividades da casa. Fazer parte e ser valorizado por isso gera autoestima, autoconfiança e cooperação.

Comece com pequenos passos e escolha tarefas que ela tem condições de realizar. E lembre-se: a criança vai precisar de tempo, apoio e supervisão no início. Não tente cobrar algo que ela não está preparada para realizar. Você (adulto) faz parte do processo, é o exemplo e o modelo para seu filho. Sempre!

Quando as crianças ajudam em casa, elas não só se sentem úteis e capazes, como isso também é uma excelente motivação para quererem ajudar, aprender e a realizar novas tarefas.

Lógico que, algumas vezes, você terá que refazer o trabalho que passou a elas, mas só o fato de seus filhos saberem que é necessário ajudar nas tarefas domésticas, surte um efeito positivo no relacionamento familiar, aumenta a colaboração e fortalece a autoestima.

5) Nunca tire a esperança da criança

A maioria de nós tem dificuldade em ver nossos filhos passando por alguma frustração. Nossa atitude quase natural é protegê-los ou tirá-los da situação difícil. Sempre que podemos queremos dar “aquela mãozinha”, para facilitar, agilizar ou até mesmo para fazer aquilo que a criança não está conseguindo.

Nos enganamos frequentemente quanto a isso: concluir as atividades para uma criança não as deixa mais feliz ou realizadas. Pelo contrário, isso ensina a seu filho a desistir facilmente de algo, evitar decepções e diminui a autoconfiança a médio e longo prazo.

Sempre que ele estiver tentando algo e não conseguir, dê motivações para ele. Mostre que ele é capaz e que com esforço ele irá conquistar os objetivos.

Tentar e não conseguir também faz parte do processo. Nem sempre tudo dá certo e você não precisa esconder essa verdade do seu filho. A qualquer momento ele vai precisar enfrentar fracassos e frustrações.

É compreensível que em muitos momentos é difícil ajudar o filho apenas com orientações e estímulos, sem interferir. Mas é assim que seu filho, aos poucos, se tornará independente.
Quando crescerem e não precisarem mais de nós tão perto, olharemos para eles com orgulho, e teremos a consciência de que fizemos um bom trabalho. Criamos nossos filhos para voarem, para se tornarem indivíduos independentes, que serão capazes de funcionar por conta própria, e em função dos seus próprios sonhos.

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