Por essa você não esperava: Existe mesmo estresse infantil! Ajude seu filho a não entrar nessa…

Pra começo de conversa…

Apesar de encontrarmos diferentes definições e conceitos sobre estresse, no decorrer do texto usamos este termo como excesso de tensão ou pressão emocional que resulta em comportamento agressivo, impaciência/irritação ou isolamento social.

No final desse texto você vai precisar parar e refletir sobre o comportamento do seu filho e identificar as razões, emoções ou sentimentos que possam estar motivando os conflitos.

Você sabia?

Uma das razões frequentes para o comportamento inadequado pode ser o estresse infantil.

Desde o momento do nascimento, a vida faz exigências aos nossos sentidos através de vários estímulos externos. Quanto mais conectados com a nossa referência (pai, mãe, avó…) mais eficazmente processamos a pressão e ela é difundida aos poucos.

O tempo vai passando…

Esta lógica continua sendo verdadeira no decorrer do desenvolvimento infantil e inclusive na fase adulta. Quando não conseguimos canalizar uma saída para a pressão dos estímulos externos, a tensão vai se acumulando e se caracteriza com estresse emocional.

Cada pessoa reage de forma diferente ao estresse, por isso comportamentos diferentes podem ter a mesma origem, base, raiz.

Por exemplo:

Acessos explosivos de raiva, afastamento social/introspecção, agitação excessiva, crises de medo e pânico e até depressão podem estar relacionados com a dificuldade de dissipar tensões e o acúmulo de pressão, ou seja, estresse.

Gatilhos para o estresse infantil:

Aqui exemplifico alguns fatores podem ser gatilho para o estresse em um criança, porém não deixo de ressaltar que fatores muito mais sutis podem funcionar com o mesmo efeito para pessoas mais sensíveis ou em fases da vida que estamos mais vulneráveis.

·        Uso de punição desproporcional ao comportamento, gritos, vocabulário severo;

·        Abuso emocional e físico;

·        Excesso de estímulos (auditivos/visuais/táteis);

·        Agenda sobrecarregada;

·        Sub-estimulação/ociosidade (falta de ocupação/informação);

·        Falta de limites/rotina/direção;

·        Alimentos e bebidas não saudáveis;

·        Televisão, vídeo game, tablets;

·        Descanso e sono insuficientes;

·        Pouco exercício e acúmulo de energia corporal;

·        Desastres naturais e tragédias;

·        Acidentes e traumas;

·        Divórcio;

·        Morte de um membro da família ou amigo;

·        Mudança de casa ou escola.

Conhecer as fontes de estresse nos auxilia na compreensão da construção dos comportamentos, como também na tentativa de evitá-los ou canalizá-los de uma forma lúdica e abrangente.

Construir e manter a conexão com seu filho é sempre a melhor saída para abordar questões emocionalmente difíceis, principalmente se isso é novo para sua família. Assim, a tensão poderá ser processada e não resultará em comportamentos inadequados e desafiadores.

Seis maneiras eficazes de liberar o estresse e a tensão, tanto para adultos, quanto para crianças:

1)  Falar sobre os nossos problemas:

Compartilhar tensões e acúmulo de pressão facilita na liberação e elaboração dos problemas e dificuldades. No caso de crianças, outras técnicas podem ajudar nesse processo, como desenhos ou escrita. Para incentivar uma criança, comece falando sobre os seus próprios sentimentos, medos e dificuldades, ou de algum personagem fictício, assim você a encoraja a falar sobre suas próprias emoções também.

2)  Choro:

Não é só mito, chorar tem propriedades curativas. As lágrimas liberam substâncias bioquímicas, como a endorfina que alivia a tensão e dissipa o acúmulo de estresse no corpo e na mente.

Quando presenciamos o choro de alguém, inclusive das crianças temos o impulso de contê-lo. Ao contrário, em algumas situações nossa presença será muito mais significativa se estivermos a disposição para ouvir e acolher esse momento.

3)  Jogo simbólico/ dramatização:

As crianças frequentemente utilizam o jogo simbólico para compreender situações, elaborar hipóteses e testar suas construções. Mesmo quando não percebemos, no meio de uma brincadeira elas estão fantasiando, dramatizando ou reproduzindo uma cena (real ou imaginária) com seus brinquedos, carrinhos ou bonecas.

4)  Riso:

Não é à toa o ditado que diz “Sorrir é o melhor remédio”. Estar feliz causa empatia nas outras pessoas e solidifica o vínculo. Segundo Victor Borge: “O riso é a distância mais curta entre duas pessoas”.

O riso natural é uma ferramenta que você pode utilizar para fazer com que seu filho volte ao estado de clareza, atenção e conexão. O riso conecta-nos a outra pessoa quase que instantaneamente, causa sensação de bem estar e torna-nos mais receptivo.

Voz engraçada, encenação, atos de confusão, imitar ou criar personagens são algumas formas de conseguir envolver seu filho na brincadeira do riso, mas é claro que você pode criar inúmeras situações, inclusive com a ajuda das crianças – que trabalham muito bem com a imaginação!

5)  Dormir:

O descanso permite ao corpo relaxar e revigorar as energias. O sono tranquilo é responsável por ativar o sistema imunológico, permite organizar as informações e pensamentos diários e fixa a aprendizagem. Dormir o suficiente nos mantém saudáveis, otimistas e motivados.

6)  Exercício físico:

O exercício e a liberação de energia otimiza a circulação cardiovascular e amenizar a tensão corporal. É uma saída saudável para drenar a tensão acumulada, além de melhorar a autoestima, humor, concentração, autocontrole e foco.

Atividades ao ar livre também são muito bem vindas, brincadeiras no parque, passeios de bicicleta e caminhadas tem um efeito revitalizante e desestressante.

Você pode conhecer mais sobre os sentimentos e comportamentos do seu filho, através do nosso curso on-line. Vem conhecer o projeto “8 Princípios para uma educação de valor” com a Psicóloga Fernanda Spengler. Clique aqui e tire todas as dúvidas!

 

Participe da Discussão!

engajamentos

Deixe uma resposta